Principais conclusões
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Existem cinco tipos de cimento (CP 1 a CP 5), com composições específicas baseadas na proporção de clínquer e adições (escória, pozolana fíler), que definem o uso ideal;
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A diferença entre CP1, CP2, CP3, CP4 e CP5 influencia no desempenho da obra, sendo o CPII mais versátil, CPIII e CPIV focados em durabilidade e o CPV-ARI o de alta resistência e mais velocidade;
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O Cimento CP 5 é o mais forte para a aplicação imediata. O CP3 Alto Forno é indicado para resistência a longo prazo;
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A 333Obra tem um sistema de cotação em tempo real das maiores marcas de cimento do mercado.
Os projetos de reforma e construção precisam de materiais de qualidade e adequados em cada uma das etapas, para garantir que o resultado final seja seguro e como planejado. Uma das decisões mais importantes está nos tipos de cimento, usados da fundação ao revestimento da obra.
Com tantas opções disponíveis, é normal surgir dúvidas na escolha. Por isso, criamos este conteúdo completo que explica todos os cimentos Portland existentes, suas diferenças e onde aplicar cada um.
Boa leitura!
Quais são os 5 tipos de cimento?
Os principais cimentos portland são os CP I ao CP V, classificados por uma norma técnica conforme as suas adições e resistência, para o uso em diferentes projetos de reforma e construção:
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Cimento CP 1: é o portland comum e a versão mais básica, sem adições e usado em obras gerais;
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Cimento CP 2: composto e com adições. É considerado o mais versátil para diferentes etapas da obra;
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Cimento CP 3: este tem uma alta quantidade de escória, com alta durabilidade e é recomendado para grandes concretagens, com baixo calor de hidratação;
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Cimento CP 4: cimento portland pozolânico, bastante resistente a sulfatos e ambientes agressivos, recomendado para obras hidráulicas ou em meios ácidos;
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Cimento CP 5 - ARI: tem alta resistência inicial e é uma ótima opção para pré-moldados e desforma rápida.
Esses tipos de cimento atendem desde a pequena reforma até a construção de grandes barragens hidrelétricas. A escolha vai depender das necessidades do seu projeto.
O que significa Portland?
Esse nome no cimento é por causa da sua semelhança de cor e resistência com uma pedra de construção encontrada na Ilha de Portland, na Inglaterra. Ele foi criado pelo pedreiro britânico Joseph Aspdin em 1824, que desenvolveu o material calcário e argila para criar o ligante superior.
Qual é e como funciona a norma de classificação do Cimento Portland?

É a norma ABNT NBR 16697 que substituiu uma série de normas individuais para centralizar os requisitos físicos, químicos e mecânicos dos tipos de cimento, facilitando o controle de qualidade.
A norma faz a classificação baseada na composição do cimento (adições de escória, pozolana, filler) e sua classe de resistência (25,32,40 MPa) para garantir a durabilidade e desempenho. Isso permite que engenheiros e arquitetos especifiquem o material exato para a carga estrutural prevista, evitando erros que comprometem a segurança do projeto.
Conheça os tipos de cimentos a seguir:
Cimento CP 1
Entre os tipos de cimento, esse é o mais básico do mercado e composto por clínquer e gesso, sem adições pozolânicas ou escória; também pode existir na variação CP I-S, com 1% a 5% destes materiais ou carbonato. É ideal para obras simples de alvenaria e pisos comuns sem exposição a agentes agressivos.
O cimento CP1 é raramente encontrado em lojas de materiais de construção. Ele é geralmente fornecido sob encomenda para indústrias de concreto ou projetos de infraestrutura que exigem um material "limpo" para ser processado depois.
Cimento CP 2
É um Portland composto e um dos mais usados na construção, porque é ideal para etapas como fundações, estruturas de concreto, argamassas de assentamento e reboco. Tem alta resistência inicial e a secagem é rápida, com três subcategorias:
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CP II-E: adição de escória de alto-forno, que reduz o calor de hidratação e melhora a resistência química. Ótimo para concretos de maior volume;
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CP II-Z: com pozolana que torna o concreto mais impermeável, excelente para fundações e áreas úmidas;
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CP II-F: o filler dá mais homogeneidade e resistência, e preenche os vazios entre os grãos. É uma ótima opção para argamassas e concreto convencional.
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Qual a diferença do Cimento CP1 e CP2?
A principal diferença está na composição e na versatilidade. O cimento CP 1 quase não tem adições e sua aplicação é mais limitada, enquanto as adições do CP 2 o torna uma opção com mais possibilidades.
Cimento CP 3
Esse é um Portland de alto-forno de alta durabilidade, impermeabilidade e resistência ambientes mais agressivos, como os expostos a maresia, esgotos e águas sulfatadas. É uma excelente escolha para fundações pesadas, grandes concretagens e estruturas em geral.
Ele se diferencia por conter uma proporção massiva de escória: entre 35% e 75% da sua massa total, dando ao cimento uma porosidade mais baixa após a cura, impedindo a entrada de agentes que poderiam corroer a armadura de aço das estruturas.
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Qual o melhor cimento: CP2 ou CP3?
Depende da fase da obra. O CP2 ajuda a ter mais rapidez (reboco, assentamento, contrapiso), porque tem uma secagem rápida. Enquanto o CP 3 é melhor para estruturas como lajes, vigas, fundações e áreas úmidas, porque é mais resistente, durável e impermeável.
Cimento CP 4
Um cimento Portland que contém de 15% a 50% de material pozolânico e é ideal para ambientes muito agressivos como esgotos, fundações e áreas litorâneas. Tem alta impermeabilidade e resistência a sulfatos.
É conhecido por ter uma maior durabilidade, menor calor de hidratação e por ser uma boa opção em grandes concretagens, já que reduz o risco de fissuras.
Cimento CP 5
Conhecido como CP V- ARI (Alta Resistência Inicial) entre os tipos de cimento, é recomendado para as obras que precisam de agilidade, já que o seu tempo de desforma é entre 16h a 24h. É ideal para estruturas pré-moldadas, pilares, vigas e blocos de concreto.
Nos três primeiros dias, ele atinge cerca de 60% da sua resistência inicial, mas essa velocidade também pede cuidado para evitar fissuras.
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Qual é o tipo de cimento mais forte?

O cimento CP 5 (CP V- ARI - Alta Resistência Inicial) é mais forte para usos imediatos, porque atinge altíssima resistência no primeiro dia depois da aplicação. Quando a necessidade é resistência e durabilidade a longo prazo em grandes obras, o CP 3 Alto Forno é melhor, chegando a uma resistência de 40 MPa aos 28 dias.
Entender a diferença entre os tipos de cimento CP1, CP2, CP3, CP4 e CP5 pode causar dúvidas. Para ajudar na escolha, criamos essa tabela que resume as principais informações:
| Classificação | Adições | Resistência aos 3 dias | Resistência aos 28 dias | Calor de Hidratação | Resistência a Sulfatos |
| CP I | Sem adições | Mínimo 10MPa para as classes 25,32 e 40 | Mínimo 40 MPa para as classes 25,32 e 40 | Elevado | Não possui |
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CP I-S
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1% a 5% - pozolânia e escória ou carbonato | Mínimo 10MPa | 32 MPa | Moderado a alto | Resistência limitada |
| CP II - E | 66% a 94% Clinquer + Gesso e 6% a 34% escória granulada de alto forno | Mínima superior a 10MPa | Mínima superior a 32 MPa | Moderadamente baixo | Moderada |
| CP II - Z | Base de clínquer e gesso, 6% a 14% de material pozolânico e até 10% de material carbonático (filler) | Mínimo 10MPa (classe 32) | Mínimo 32MPa (classe 32) | Moderado a baixo | Moderada |
| CP II - F | Filer calcário entre 11% a 25%, clínquer e gesso | Mínimo 10MPa (100 kgf/cm²) | Mínimo 32MPa (320 kgf/cm²) ou 40MPa (400 kgf/cm²) dependendo da classe | Moderado a alto | Não recomendado |
| CP III | 35% a 75% de escória granulada de alto forno, 25% a 65% de clínquer+ gesso e até 10% de material carbonático (filler) | Mínimo 10MPa | Mínimo 32MPa (classe 32) | Baixo | Alta |
| CP IV | Clinquer, gesso e 15% a 50% de material pozolânico | Mínimo 10 MPa | Mínimo 32MPa (classe 32), chegando a classes de 25 MPa | Baixo | Alta |
| CP V-ARI | Clínquer Portland de alta reatividade (geralmente maior que 95%. | Mínimo 24 MPa, mas pode atingir 30 MPa | Não é especificado pela norma NBR 16697, mas é comum chegar a valores superiores a 50 MPa | Alto | Resistente quando conter a sigla RS |
Agora você já conhece os principais tipos de cimento para escolher sem medo de errar.
Como escolher o melhor para cada aplicação na obra?
Essa escolha depende da aplicação, o tempo necessário de desforma e o quão exposta a área será exposta a umidade. Por isso, é importante conversar com os responsáveis pela obra, para que eles ajudem a criar a lista dos materiais para o projeto.
O uso de um dos tipos de cimento de maneira errada pode resultar em fissuras, corrosão precoce ou até comprometer a estrutura, por isso, aproveite o processo de planejamento para pesquisar o cimento Portland mais adequado e os fornecedores.
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Glossário

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Escória: subproduto da produção de ferro e composto principalmente por silicatos e aluminossilicatos de cálcio. Funciona como adição mineral para aumentar resistência, durabilidade e diminuir o calor de hidratação;
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Pozolana: material silicoso ou silico-aluminoso de cinzas vulcânicas ou cinza volante/silica ativa. Aumenta durabilidade, impermeabilidade e resistência a longo prazo;
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Fíler: material mineral, geralmente calcário, finamente moído e adicionado ao cimento para preencher vazios entre grãos;
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Cura: processo de manter o concreto úmido e com temperatura controlada para impedir a evaporação rápida da água, garantindo hidratação completa do cimento;
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MPa: Megapascal e indica o quanto o cimento suporta de carga por área: 1MPa equivale a 10 kgf/cm²;
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KGF/CM²: a carga máxima em kg que um cm² de concreto suporta;
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Resistência inicial: capacidade de suportar cargas elevadas nos primeiros dias ( 1 a 7 dias) depois da concretagem.
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